A cirrose hepática alcoólica é o dano hepático crônico devido ao processo de metabolização do álcool e a produção de produtos tóxicos ao nosso organismo pela ingestão alcoólica excessiva.
O processo de adoecimento se inicia pelo acúmulo de gordura no fígado (esteatose), inflamação (esteato- hepatite) e consequentemente cirrose hepática.
Não existe uma dose segura para o uso do álcool, porém para o homem não deve passar de 1 dose padrão (375 ml de cerveja/ 1 taça de vinho/ 30 ml de destilado) e para mulher seria a metade da dose. Também não existe tempo seguro de uso mínimo para o desenvolvimento da cirrose nem um número de anos exatos para iniciar uma alteração hepática irreversível.
Sabe-se entretanto que a genética tem um fator muito importante nesse sentido.
Hoje também o “binge drinking” (beber excessivamente nos finais de semana) também pode levar a quadros de cirrose.
O mais importante após o diagnóstico de cirrose hepática alcoólica é a abstinência completa – o fígado melhora muito nos primeiros 6 meses e principalmente, pela legislação brasileira só tem direito ao transplante se esses 6 meses de abstinência forem respeitados.